sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Paisagens saborosas

O fotógrafo britânico Carl Warner criou uma série de fotografias utilizando apenas alimentos para formar cenários.
As chamadas "foodscapes" (união das palavras food - alimentos - e landscape - paisagem) mostram cavernas submarinas, florestas, praias ao pôr do sol e até cachoeiras, usando frutas, legumes, queijos, frios e massas, entre outros.
O fotógrafo conta que já é conhecido na vizinhança de sua casa, em Kent, na Inglaterra, por passar horas na quitanda procurando o melhor brócolis ou a melhor pimenta para "compor" seus cenários.
"Eu gosto do modo como os pequenos aspectos da natureza se parecem com os grandes", diz Carl Warner.
Ele confessa que, até agora, ainda não conseguiu convencer os quatro filhos a comer mais verduras.
"Pelo menos não posso dizer que eles brincam mais com a comida do que eu", afirma o fotógrafo.

















quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Brasileiros ingerem um terço de frutas e hortaliças recomendadas pela OMS

"Menos de 40% das crianças de dois a cinco anos no Brasil consomem frutas, verduras e legumes na dieta alimentar. "O que as crianças comem ou deixam de comer está diretamente relacionado aos hábitos alimentares dos pais", afirmou o professor doutor em Pediatria e Saúde Pública do Departamento de Saúde Materno Infantil da Universidade Federal do Ceará (UFC), Almir de Castro Filho. Na contramão da cartilha da Organização Mundial de Saúde (OMS), que recomenda o consumo mínimo diário de 400 gramas de frutas e hortaliças, o brasileiro ingere apenas um terço dessa porção. Ignorando a enorme diversidade oferecida pelas plantações, a população prefere açúcares, gorduras, refrigerantes, biscoitos, bolos, guloseimas e sucos industrializados. Levantamento realizado pelo Ministério da Saúde, que avaliou 14 mil crianças, revela que somente 25,2% das crianças de dois a cinco anos, atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), consomem frutas entre cinco a sete vezes por semana. Por outro lado, o consumo diário de bebidas adicionadas de mel, açúcar e rapadura corresponde a 47,9% nessa faixa etária. Entre cinco e dez anos, período em que esse grupo já pode escolher suas refeições, a situação é mais grave: de um total de 15 mil crianças entrevistadas, 38,3% informaram consumir frutas diariamente, enquanto 26,6% afirmaram que balas, biscoitos recheados, chocolates e outros doces fazem parte das suas dietas entre cinco e sete vezes na semana. A necessidade de ampliar o consumo de produtos naturais e saudáveis e reduzir a ingestão de açúcares, refrigerantes e guloseimas está sendo discutida, em Brasília, no 5º Congresso Pan-Americano de Incentivo ao Consumo de Frutas e Hortaliças. Presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Renato Maluf destaca que os hábitos alimentares não são saudáveis no Brasil. “A população nem sempre opta pelo o que satisfaz o organismo e faz bem para a saúde”, observa. Nutricionista da Universidade de Brasília (UnB) e também integrante do Consea, Elisabetta Recine, afirma que a velha fórmula do feijão com arroz não deve ser abandonada. “Essa mistura deve ser valorizada, sem esquecer de adicionar frutas e hortaliças em todas as refeições, e evitar os industrializados”, ressalta. A OMS estima que o consumo insuficiente de frutas e hortaliças contribui, anualmente, para 2,7 milhões de mortes, por 31% das doenças isquêmicas do coração, 11% das doenças cérebro-vasculares e 19% dos cânceres gastrointestinais ocorridos em todo o mundo.

Balancear - Integrante da coordenação-geral da Política de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, a nutricionista Gisele Bortolini relaciona o consumo constante de açúcares, gorduras e refrigerantes ao surgimento de hipertensão, diabetes e cânceres. Para uma alimentação saudável, a especialista, formada pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), sugere uma alimentação balanceada com frutas e hortaliças, e limita a ingestão de doces e produtos industrializados em uma porção/dia. Frutas e hortaliças são fontes importantes de vitaminas e minerais essenciais à saúde. É recomendável, desde o sexto mês de vida, o consumo de, no mínimo, duas frutas, para se formar hábitos alimentares saudáveis desde a infância. A ideia é que os meninos e meninas comam alimentos saudáveis ainda nesta fase, e não como ocorre hoje no país, quando as mães incorporaram o consumo de biscoitos recheados, refrigerantes e salgadinhos. Deve-se consumir, no máximo, uma porção do grupo dos açúcares e doces por dia. É muito importante reduzir a ingestão de refrigerantes e de sucos industrializados, pois a maioria dessas bebidas contém corantes, aromatizantes, açúcar e adoçantes artificiais."

[Reportagem publicada hoje nos jornais Correio Brasiliense(DF)e no Diário do Nordeste (CE)]

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Obesidade infantil antecipa problemas cardiovasculares

"A obesidade em crianças e adolescentes pode antecipar em até 20 anos o surgimento de doenças cardiovasculares, como enfarte e acidente vascular cerebral (AVC). A conclusão é de médicos do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), baseados na revisão de pesquisas realizadas sobre o assunto. A grande vilã é a aterosclerose, que se caracteriza pelo envelhecimento precoce das artérias. O processo resulta na perda da elasticidade e diminuição da espessura das artérias, o que provoca hipertensão. Em estágios avançados, pode levar à obstrução das vias de passagem do sangue e, em consequência, ao enfarte ou AVC. De acordo com o médico assistente da unidade clínica do Instituto do Coração, Wilson Salgado, foram Comparados os índices em adultos saudáveis com adolescentes e crianças acima do peso. “O jovem obeso está com os mesmos índices de uma pessoa até 20 anos mais velha", diz o cardiologista. Ou seja, um adolescente de 15 anos acima do peso tem as artérias tão comprometidas como a de um homem de 35 anos. O processo ocorre pela falta de exercícios físicos e uma dieta rica em gorduras e pobre em fibras e ácidos graxos (como o Ômega 3), que reduzem o colesterol bom. O diretor da Unidade Clínica de Dislipidemias do Incor, Raul Dias dos Santos, aponta outro problema causado pela obesidade: a síndrome metabólica, que resulta no aumento da pressão sanguínea, dos níveis de triglicérides e glicose no sangue. "A síndrome é uma bomba-relógio que pode causar precocemente o aparecimento de diabete e doenças do coração e dos vasos sanguíneos", diz. Segundo a médica e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia, Marcia de Castro Sebastião, os índices de obesidade em crianças e adolescentes têm aumentado e hoje a doença atinge cerca de 30% dos jovens. Ela culpa os maus hábitos alimentares aliados à falta de exercício físico. "A maioria das crianças não toma café da manhã, vai para a escola e come frituras e bebe refrigerante, observa". Ricos em gorduras e pobres em nutrientes, esses alimentos, assim como os doces, favorecem o ganho de peso. A presidente do Instituto Movere, Vera Lúcia Barbosa, que atua na reeducação alimentar, atesta que os pais contribuem para a má alimentação dos filhos. "Os pais não têm tempo para preparar um jantar adequado, daí apelam para o fast-food. O que é mais fácil: preparar um prato com carne e salada ou um macarrão instantâneo?”, questiona."

Matéria publicada hoje nos jornais A Gazeta (MT), Jornal do Estado (PR), Jornal da Tarde (SP), O Povo (CE)e O Estado de São Paulo (SP)

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Alimentação saudável gera polêmica em escolas mineiras

Matéria do jornal O Estado de Minas, publicada hoje, alerta para a resistência de alguns alunos a Lei estadual 18.731, que não permite que as cantinas vendam alimentos com alto teor calórico

"A recém-sancionada Lei Estadual 18.732, que proíbe a venda e o fornecimento de alimentos com alto conteúdo calórico e baixo valor nutritivo nas escolas de ensino infantil, fundamental e médio está causando discussão em Minas Gerais. Na opinião de alguns estudantes deve haver a liberdade de escolha dos alimentos e acreditam que imposição e decreto não é a melhor forma. O ideal seria por conscientização. As autoridades entendem a posição dos jovens, que querem ter a liberdade de escolha sobre o que ingerir. Porém, acreditam que é função dos governos zelar pela saúde da população. Segundo eles, o estudante terá o direito de comer o que quiser, porém, isso não pode ser patrocinado ou endossado pelas autoridades que são responsáveis pelo estabelecimento de ensino. Está muito bem provado que alimentos com alto teor calórico e baixo valor nutritivo predispõem à obesidade. Se a criança está acima do peso na idade pré-escolar ou na idade escolar, a probabilidade de ser um adulto obeso é de 32% e 50%, respectivamente. Esta cifra sobe para 80% para os adolescentes nessa situação. E não se trata de uma questão estética. Muitas doenças crônicas, como infarto do coração, acidente vascular cerebral, diabetes e câncer, entre outras, podem ser evitadas pelo estilo de vida que consiste de cinco itens: manutenção do peso ideal, atividade física regular, alimentação equilibrada, abstenção do tabaco e ingestão nula ou moderada de álcool. A ingestão de alimentos inadequados, além de predispor à obesidade e ao câncer, também aumenta o risco de infarto, de acidente vascular cerebral e de diabetes. Quanto a pergunta de qual a melhor idade para estabelecer bons hábitos alimentares, certamente, nos primeiros anos de vida. Daí a importância da intervenção nas cantinas escolares para que crianças e jovens sejam expostos a alimentos saudáveis e, ao mesmo tempo, nutritivos. Uma consequência dessa medida: o estudante levará para casa os bons hábitos aprendidos na escola. Para as autoridades, a regulamentação em apreço pode causar alguma revolta entre os jovens, mas cedo eles entenderão o alcance da medida."

[O Estado de Minas (MG) – 11/09/2009]

terça-feira, 28 de abril de 2009

Nutrientes que previnem infecções

Alguns nutrientes têm a capacidade de reforçar nossas defesas. ''Se o organismo estiver com déficit em alimentos ricos em vitaminas A, C e E, além de minerais como o selênio e o zinco, ficará mais vulnerável às contaminações virais ou bacterianas'', explica a nutricionista Ana Maria Figueiredo Ramos.
Estudos sugerem que dietas com grande quantidade de açúcares interferem na capacidade de as células brancas do sangue destruírem os invasores. A ingestão excessiva de gorduras também reduz a atividade de células protetoras e prejudica a resposta imunológica. Abaixo, listamos os nutrientes que auxiliam a prevenir infecções: 



Vitamina A - Sua deficiência provoca uma redução no número de linfócitos, aumentando a probabilidade de infecções bacterianas, virais ou parasitárias. As principais fontes: cenoura, abóbora, fígado, batata-doce, damasco seco, brócolis e melão.



Vitamina C - Aumenta a produção de leucócitos, células de defesa que estimulam a resistência. Encontrada na acerola, frutas cítricas (limão, laranja, lima), kiwi, caju, morango, tomate, vegetais folhosos crus, repolho e pimentão verde. Lembrete importante: essa vitamina é facilmente destruída pela luz e pelo calor. Por isso, prefira tomar aquele suco logo após o preparo. 



Vitamina E - Tem a capacidade de interagir com as vitaminas A e C e com o mineral selênio, atuando como antioxidante. Sua função é proteger as membranas celulares contra substâncias tóxicas, radiação e os temíveis radicais livres, que são liberados em qualquer reação química do organismo. Alimentos ricos: germe de trigo (fonte mais importante), óleos de soja, arroz, algodão, milho e girassol, amêndoas, nozes, castanha-do-pará, gema, vegetais folhosos e legumes. 



Zinco - Esse mineral atua na reparação dos tecidos e na cicatrização de ferimentos. Sua deficiência pode causar diversas doenças imunológicas e, quando acentuada, causa linfopenia (grande diminuição do número de linfócitos). Fontes alimentares: carnes, peixes, ostras, crustáceos, aves, leite, cereais integrais, feijões e nozes. 



Selênio - Assim como a vitamina E, esse mineral possui grande capacidade antioxidante, ou seja, neutraliza a ação dos radicais livres, retardando o processo de envelhecimento e evitando o desencadeamento de algumas formas de câncer. Onde buscar: castanha-do-pará, alimentos marinhos, fígado, carnes e aves.

Fonte: http://mdemulher.abril.uol.com.br/

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Alimentos podem ajudar a prevenir o câncer

Cientistas da Universidade Nacional Chung Hsing, em Taiwan, testaram o licopeno (pigmento que dá cor ao tomate e à goiaba, por exemplo) em animais com câncer de fígado. O resultado? A substância barrou a temida metástase, ou seja, impediu que as células malignas se espalhassem pelo corpo.
Estudos mostram que compostos fenólicos, como o allium, que está na cebola, no alho e na cebolinha, ajudam a proteger o estômago e o intestino dos processos que levam à formação do câncer nesses órgãos. No entanto, não movem uma palha contra tumores em outras regiões.
O resveratrol da uva e do vinho, poderoso agente anticâncer, tende a ficar no plasma do sangue e nos tecidos do sistema urinário. Esse nutriente também está ligado à proteção das mamas.
A abóbora, lado a lado com a cenoura, é famosa pela concentração de betacaroteno, que age como antioxidante. Um trabalho recente da Universidade de São Paulo avalizou suas benesses especificamente para prevenir o câncer de próstata. O tomate, o feijão, a lentilha, a ervilha, as uvas vermelhas, as amoras e a soja também reforçam as defesas dos homens contra esse câncer mas, aí, tudo o que a ciência conhece é a relação entre o hábito de comê-los e o aparecimento mais raro dessa doença, sem entender direito qual seria a relação direta.
Cientistas da Universidade de Nova Jersey, nos Estados Unidos, provaram que é possível reduzir um câncer colorretal já existente consumindo verduras crucíferas, como o brócolis, a couve-manteiga e sua prima couve-flor. Outra pesquisa com 520 mil europeus apontou uma queda de 40% no risco dessa doença entre aqueles que não deixavam faltar no prato, uma vez ao dia, pelo menos uma dessas crucíferas.
As fibras, abundantes na melancia, por exemplo, são poderosas contra o câncer de mama. Uma das explicações é que elas aumentam a saciedade, diminuindo risco de excesso de peso, que tem ligação estreita com o aparecimento da doença nas glândulas mamárias, sobretudo em mulheres que já passaram pela menopausa.
As isoflavonas, célebres componentes da soja, atuam pra valer contra o câncer de mama. Na última década, diversos estudos, feitos sobretudo com populações orientais, confirmaram o elo entre o alto consumo do grão e a baixa incidência de tumor de mama e de próstata também.
Fonte: revista Saúde! é vital (matérias: Vegetais ajudam a prevenir câncer / Comida anticâncer)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Contra o desperdício de alimentos

O Instituto Akatu pelo Consumo Consciente acaba de lançar sua mais nova campanha de conscientização, cujo tema é o desperdício de alimentos. A intenção da campanha é mostrar ao consumidor que uma grande parcela do que se compra em alimentos vai direto para o lixo. As peças desenvolvidas serão divulgadas na mídia e podem ser acessadas pelo link abaixo:
www.akatu.org.br/sites/desperdicio


Sobre o Instituto Akatu pelo Consumo Consciente
Criado em 15 de março de 2001 (Dia Mundial do Consumidor), o Instituto é uma organização não governamental sem fins lucrativos que mobiliza a sociedade para o consumo consciente. Para o Instituto Akatu, o ato de consumo deve ser um ato de cidadania, por meio do qual qualquer consumidor pode contribuir para um mundo melhor. O consumidor consciente busca o equilíbrio entre a sua satisfação pessoal, a preservação do meio ambiente e o bem-estar da sociedade, refletindo sobre o que consome e prestigiando empresas comprometidas com a responsabilidade social.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Você sabia?

• Há 800 milhões de pessoas desnutridas no mundo.
• Uma pessoa a cada sete padece de fome.
• 11 milhões de crianças morrem de fome a cada dia.
• Um terço das crianças dos países em desenvolvimento apresentam atraso no crescimento físico e intelectual.
• 1,3 bilhão de pessoas no mundo não dispõe de água potável.
• 40% das mulheres dos países em desenvolvimento são anêmicas e encontram-se abaixo do peso.

Da fome à obesidade

O sobrepeso se converte em epidemia também nos países emergentes. O estilo de vida urbano e a "comida lixo" alteram a dieta tradicional. 
Nos países pobres já não se morre mais só de fome, mas também por comer demais. Num mundo em que a cada dois minutos morre uma criança por falta de alimento, a obesidade evitável está se convertendo numa pandemia.
Diversos organismos internacionais chamaram a atenção para o fato de que já não se trata apenas de um problema sanitário dos países ricos. Também nos chamados emergentes o número de obesos aumenta de maneira desenfreada. Enquanto cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem graves problemas de saúde associados ao excessivo sobrepeso, a outros 815 milhões acontece o mesmo, mas por falta de alimentos. 
E muitas vezes os dois grupos convivem dentro das mesmas fronteiras. O fenômeno começa a ser conhecido como "a obesidade da escassez".
O excesso de alimentação e o sedentarismo estão na base do fenômeno, e a estes dois fatores se agregam, dependendo da região do mundo, outros de caráter sociocultural.
A Organização para a Agricultura e a Alimentação (FAO), organismo das Nações Unidas encarregado de lutar contra fome, detectou no final dos anos 90 um alarmante aumento de pessoas com sobrepeso – que estritamente não é obesidade mas o estágio anterior – nos países em desenvolvimento, em que há zonas onde existe a subalimentação. Assim, na China em apenas três anos o sobrepeso aumentou 15%, e no Brasil até 40%. O mesmo fenômeno se repetia nos países da África subsaariana onde a fome é abundante. 
A FAO deixou bem claro: a primeira coisa a se fazer é combater a fome no mundo. Mas nem por isso considera um risco menor o sobrepeso e a obesidade, que em algumas zonas como o Oriente Próximo e o norte da África afeta quase 50% das mulheres.
Uma das razões apontadas para esse desequilíbrio não é apenas a introdução nos países emergentes de estilos de vida próprios dos países desenvolvidos, mas também de alimentos produzidos nestes últimos ou segundo seus padrões: alimentos supersaturados de graxa ou açúcar com abundante emprego de outras substâncias como hormônios de crescimento rápido, antibióticos ou estabilizantes, colorantes e aqueles que dão sabor. E tudo isso promovido de maneira avassaladora. Como exemplo, basta dizer que a indústria alimentar gasta por ano em torno de 40 bilhões de dólares em publicidade. Uma soma 500 vezes maior que a que todos os Estados juntos gastam para promover programas de conscientização sobre alimentação saudável.
Fonte: jornal El País, 11/07/2008

No Brasil

O número de pessoas, inclusive crianças e adolescentes, com excesso de
peso vem aumentando no Brasil. Esse fato tem sido relacionado às
mudanças nos hábitos alimentares da população do país, que passou a
consumir mais carnes, ovos, leite, massas e doces, diminuindo o
consumo de frutas, verduras e legumes. Lanches, biscoitos e
refrigerantes são cada vez mais consumidos, o que explica por que
tantos jovens brasileiros estão ficando obesos.
Alguns estudos mostram que não são apenas as pessoas mais ricas que
têm problemas com a balança. Quando as pessoas têm pouco dinheiro,
compram alimentos mais baratos, que, em geral, contêm mais gorduras e
açúcar. Esse, talvez, seja o principal motivo para o crescimento da
obesidade também nas camadas mais pobres da população.
Enquanto a boa comidinha brasileira – o arroz com feijão – é deixada
para trás, o novo padrão alimentar, rico em calorias e pobre em
nutrientes, aumenta o risco da obesidade e de diversas doenças a ela
relacionadas, como o diabetes, a pressão alta e alguns tipos de câncer.